domingo, 14 de dezembro de 2014

OBSCURANTISMO


Como mestranda estava lendo sobre interdisciplinaridade para fazer um artigo científico, dificuldade enorme para desenvolver o assunto, mas como gosto de garatujar, não sei o porquê, sai do foco e comecei a devanear sobre interação entre o falar, o pensar e o calcular, não perdi a oportunidade de colocar no papel, digo no teclado.
E aí comecei a escrever sem nexo, e aí? Diálogo prospectivo prepara para aprendizagem, estabelecendo apenas um ponto de vista inicial, clarificando o problema sem recorrer a intervenções encorajando a participação.
No diálogo crítico, questionam-se hipóteses, elaboram, argumentam na construção do saber.
No diálogo reflexivo os participantes procuram integrar e generalizar argumentos aceites, de qual ponto de vista? Certo? Errado? Errado? Certo? Certo ou errado? Certo e errado?
Sei que nada sei, concordo com o filósofo em gênero, número e grau.
E qual diálogo usa quando não há respeito?
Tece comentário de forma agressiva, insulta, agride, pragueja a favor do contra?
Essa intolerância a respeito do pensar do outro eu faço questão de deixar registrada e reiterar que respeito gera respeito. E quando eu quero respeito? E você quando quer respeito? Que tal ser adepto do Profeta Gentileza?
Tem pessoas que são serpentes, mas tem o encanto da sereia, essas são perigosíssimas porque ludibria o outro e com a palavra modifica o cenário a seu favor.
E você que é um ser pensante não está na hora de rever conceitos, linguagem, forma de agir e rever a sua postura e permitir um novo olhar, um novo conceito?
Que tal você gravar o seu desequilíbrio e repensar sua forma de atuar?  
Postar-se diante do espelho e procurar técnica de como conquistar um adepto com propostas fundamentadas, tipo – uma pessoa que transmite discurso com clareza porque sabe o valor de seu peixe e o vende com o selo de qualidade.
Esse é o perfil de um político nato que nós conhecemos e qual a máscara que ele apresenta? Vai ao armário e tira a que melhor o representa: encantador, pseudodemocrático, tolerante, risonho... E as suas verdadeiras facetas que é agressivo, mesquinho, intolerante, impaciente... Ah! Esta fica a sete chaves para usar quando realmente é necessária.
Não seja adepto de um conflito sectário, porque não chegarás a lugar nenhum, nem o teu representante.
Saiba ser o mercador que oferta o melhor e não aquele quanto pior melhor.
Esperas a decolagem de seu voo para qualquer região aproveitas para fazer uma análise sobre as ofensas, críticas que estão arraigados no teu discurso e converta a intolerância, a crítica ofensiva em propostas concernente ao momento.
Enquanto aguardamos que o tempo nos permita decolar para o paraíso, vejo com espanto como os distúrbios eleitorais instantâneos podem alimentar a intolerância de uns tipos de pessoas que se consideram supra-sumo da democracia – nega às outras pessoas o direito de opinar adverso de seu ponto de vista.
 E você se acha cidadão democrático? Ou a democracia depende de qual lado você está, então você é um oportunista, ou o outro é oportunista?
É aquele que não quer saber mais nada.
Não quer ouvir explicação sobre nenhuma proposta polêmica. É um direito dele. Estamos em um país que predomina a democracia.
E você porque insulta quem pensa de forma diferente, ofende quem se dá o direito de ir e vir? Será que a sua intolerância é o reflexo do seu egoísmo?
Além dos diálogos prospectivo, crítico e reflexivo, reinvente um outro conceito de diálogo, pode até ser uma tese.
E não posso parar de questionar?
Qual o vírus, a bactéria que se instala no homem que chega ao topo?
Por que o indivíduo novo, velho, jovem ou idoso sempre quer se perpetuar no poder?

E você? Com o discurso da pseudodemocracia, da mudança, do novo é somente um sujeito que prolifera o obscurantismo.

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