segunda-feira, 20 de junho de 2016

EU E A PALAVRA


Minhas palavras o vento poderá levar
Mas a minha escrita jamais,
Ela está encravada, escrita
Em qualquer um cérebro, um coração, uma página...


Os sonhos, os pesadelos, os amores,
As ilues, as esperanças, as certezas,
As angústias, as dores, as aflições, as tristezas,
A paz, o sorriso, a felicidade, o bem-estar, a saúde, as cores ...


Os cometas, o sol, a lua, as estrelas,
Os mares, as serras, as pedreiras, os vendavais,
As intempéries da vida...


Eu adoro a riqueza do analisar, do escrever,
Dos artifícios da linguagem e deles me prevaleço
Porque a palavra verbal ou escrita,
Retratará os meus, os teus, os seus,  os nossos sentimentos.

sábado, 7 de maio de 2016

ALICERCE DO CONHECIMENTO


As pessoas analisam outras pessoas pelo modismo, observe as expressões "o mundo ver melhor quem se veste bem". “Eu valho quanto peso”...
Sabe o que eu acho interessante? O conceito, melhor dizendo preconceito.
Até porque as pessoas julgam a minha vida, o meu caráter, a minha forma de ser como retalhos de grise, ouse e vista os meus trapos e galguem as escadas como eu, converse até com os animais, divida os sonhos com a pedreira, o silêncio da estrada, as intempéries da vida,  a pluralidade das cores, compartilhe as esperanças com as árvores e aprecie a beleza da natureza...
Vista a roupa com o sol, tire-a com as chuvas e remende-as assim como eu um dia as reformei, com o conhecimento – a  leitura –  com luta e dignidade porque o caminho é a educação que me faz voar nas asas do vento.
Preciso de mais? 
Sim.
Deus,  minha família, amigos... 
Eis o alicerce da minha sabedoria e o sorriso no meu semblante. 



P.S. Quem és tu que julgas com essência do apóstolo Pedro e erras o triplo?

segunda-feira, 2 de maio de 2016

FLOR-DE-MAIO



É lei, é legislação,  é o fio da meada
É um resto de água, um pouco enlameada.
É  um naco de pão, é trabalho, é sorte
É  hora, é destino, é carta,  sem norte.
É mulungu, é  espinho na entranha
Ao longe um vulto, figura estranha.

É árvore, é folha verde e  seca  na  montanha
É o ciclo da vida, não é façanha.
É o dia dormindo, é o fim da paixão
É a festa, é a farsa, é a emoção.
É a flor florindo, é prosa de sedução
É  flor-de-maio* com fascinação.
É um grito, é o vazio sem solução
É uma cabeça, é um corpo sem chão.

E uma piaba no rio, é uma piaba na lama.
É uma planta,  é uma árvore, é um ser sem cama
Ao longe um vulto  com sonho finito
É  um rosto, um ser  real a contemplar o infinito.

É vaso, é estrume, é uma flor
É um sonho sonhando sem cor.
É uma alga, é uma vida, é o verde
No final do túnel luz desverde.
É o manto negro, a treva chegando
Um novo dia  e o sol iluminando.
Nem eira, nem beira  um sonho a flutuar
Nem um projeto solidário para atuar.

Uma pegada, uma ponte, uma manhã
Nem um pão para o amanhã.
Flor-de-maio despedindo o inverno
E a alma padecendo no inferno.

É lei, é legislação,  é o fio da meada
É um resto de água, um pouco enlameada.
Sem sossego, nem calmaria
Sem trigo, nem fermento, é Mané, é Maria...
Flor-de-maio despedindo o inverno
E a alma padecendo no inferno.

É lei, é legislação,  é o fio da meada
É um resto de água, é um pouco enlameada
Uma pegada, uma ponte, uma manhã
Sem feijão, arroz, banana... Imagine  maçã.
Flor-de-maio despedindo o inverno.
E a alma padecendo no inferno.


Uma pegada, uma ponte, uma manhã
Nem um pão para o amanhã.
Flor-de-maio despedindo o inverno
E a alma padecendo no inferno.



*http://www2.ftd.com.br/cms/siteFTD/pdf/Cartilha_Tem_Hifen.pdf

sábado, 9 de abril de 2016

EXCETO CHÁ DE XINANE*




Aproveite bem chá de:
Endro, fitolaca, gengibre,
Hibisco, ipecacuanha,
Jatobá, lavanda, manjericão,
Noni, orégano, peônia,
Quitoco, rorela, salgueiro,
Trombeta, urucum, violeta,
Xinane, zimbro.


*Xinane = Xiquexique – planta cactácea das regiões áridas do Nordeste, que serve de alimento para o gado durante as secas.

Estilo de Poesia: Abecedário

quarta-feira, 16 de março de 2016

LUZ NO FINAL DO TÚNEL - APAGOU!

Companheiros,


Ao término do ano de 2015 houve a mobilização dos Técnicos-administrativos em Educação para conseguir 20 mil assinaturas no site e-Cidadania, canal de envio de propostas legislativas, com o propósito de encaminhar ao Senado a Proposta de Ideia Legislativa N° 44.945 para pleitear a modificação da Lei 11.091/2005, regulamentando, assim, o RSC para os TAE's.

A proposta fora encaminhada e avaliada, porém, indeferida, caracterizando-se vício de constitucionalidade.

Consta no parecer, que é de responsabilidade exclusiva do Presidente da República propor modificação/ajuste na remuneração dos Servidores Públicos da União e não o Senado.


Esta luz no final do túnel apagou, mas outras luzes aparecerão.


Esperança é a mola propulsora que me move para uma nova luta.



Genuzi de Lima
Auxiliar em Administração
Coordenadora de Inclusão e Diversidade – CID
Mestranda em Educação




sábado, 5 de março de 2016

COMPANHEIROS DE CAMINHADA ÁRDUA


O diabo, a maldade, a desarmonia... Resumindo o sentimento vil jamais está em férias, veja sob o prisma do matemático e escritor Júlio César de Mello e Souza o popular Malba Tahan:
Em uma cidade sem recursos, havia um grande sábio e toda  população recorria em busca de ensinamentos e orientação para a vida.
E como no paraíso, naquele lugar também há um jovem maldoso e inconsequente que resolveu pregar urna peça ao  idoso e experiente mestre. 
Quero ver se aquele velho é realmente sábio, como dizem — E de si para si, isto é com seus botões — Vou esconder um passarinho em minhas mãos. Depois, em presença de seus discípulos, vou perguntar-lhe se está vivo ou morto. Se ele disser que está vivo, eu o esmagarei e o apresentarei morto. Se ele falar que está morto eu abrirei a mão e o pássaro voará.
E como diz o ditado popular “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”, uma armadilha infalível, como só a maldade pode conceber.
Aos olhos de quem presenciasse o encontro, qualquer que fosse a sua resposta, o sábio estaria incorrendo em erro.
E lá se foi o jovem mal-intencionado com sua armadilha perfeita.
Diante do ancião acompanhado dos seus amigos, fez a pergunta fatal:
— Mestre, este passarinho que tenho preso em minhas mãos, está vivo ou morto?
O sábio olhou profundamente, como se examinasse os recônditos de sua alma, e respondeu:
— Meu filho, o destino desse pássaro está em suas mãos.
E diante do contexto percebemos que a vida exige sabedoria. Todos os dias o mundo nos apresenta muitos caminhos aparentemente fáceis para o sucesso e felicidade, muitas maneiras atraentes de viver intensamente a vida moderna, coisas que fascinam aos olhos, porque podemos até nos tornamos amigos do rei e este atalho  leva ao engano e à separação divina.
Todo instante somos encaminhados a tomar decisões, fazer escolhas que, hipoteticamente, de uma forma ou de outra, vão trazer resultados bons ou ruins, que pode ser momentâneos ou duradouros para nós, nossa família e as pessoas que compartilham nossa rotina.
Diante do contexto este  fato pode ser sugestivo exemplo da maldade humana que não vacila em esmagar inocentes para conseguir seus intuitos.
Mas o reverso da idade, melhor dizendo a velhice é o que garante certificado  de sabedoria, a sobrepor-se aos ardis  de sentimentos torpes.
Fomos adestrados para acreditar que tudo acontece pela vontade de Deus,  mesmo a miséria, a ignorância, o infortúnio, a doença...
Que injustiça! Porque o Criador, o pai de infinito amor quer o melhor para nós.
A nossa vida é dádiva divina.
A qualidade de vida  é fruto das ações humanas.
Há os que não vacilam em esmagar o outro  para alcançar suas metas, envolvendo-se com a ambição, usura, violência, mentira, desonestidade,  vício, crime....
E há os que preservam a vida, estimulando o bem-estar, afeto, simpatia, bondade, fraternidade, solidariedade, palavras de otimismo, compartilhar e proliferar o amor...
Há três categorias: pessoas más, outra que não é má e não assume compromisso com o bem e os sábios.
Portanto, o mal no Mundo está muito mais relacionado com a omissão silenciosa dos que se acreditam bons, mas não desenvolvem nenhum esforço para evitar que os maus façam barulho e desarmonize o ambiente. E vou mais longe a omissão dos bons favorece ainda que as pessoas se envolvam com o mal, por que ninguém as ajuda, nem ampara, nem orienta, nem as atende em suas carências e necessidades.
E na atualidade fala muito, sobre cidadania.
Ser cidadão é estarmos conscientes de nossos direitos.
É lutarmos por eles, a partir dos elementares direitos à saúde, à educação, à habitação e, sobretudo, o inalienável direito à vida.
É um momento ímpar..
No verso podemos melhorar as condições de vida de uma categoria, trabalhando pelos nossos direitos.
Mas há outro lado  mais importante: É o reverso e  precisamos assumir deveres, particularmente o dever fundamental de exercitar o respeito ao outro.
Sou Genuzi.
Sou servidora.
Sou trabalhadora
Sou categoria.
Estou sindicato.
Estou  sindicalista.
Estou representante de nossa categoria.
Estou sem prumo e preciso de sua mão para escrever melhor, de suas palavras para falar melhor, de suas atitudes para atingir o equilíbrio, de conhecimentos, gestos e ações  para prosseguir a jornada de militante.
O destino de nossa sociedade é o somatório de nossas ações.




segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

SOU FELIZ



Eu não entendo,
Dizem que eu finjo,
Tudo o que eu falo.
Mero engano!

Eu vivo, sou feliz.
Tudo o que tenho,
Realizei ou vou realizar,
A natureza compartilha comigo.

O que me falta,
É questão de tempo.

Por isto eu falo,
Eu sorrio,
Eu digo palavras
De otimismo.

Não se engane,
A felicidade está
Dentro de mim.
Dividir? – Aproxime-se.

Não sou uma farsa
Sou o protótipo da felicidade.