sexta-feira, 16 de junho de 2017

PAREDES DE DESAVENÇAS




Ilusões.
Planos.
Economias.
Realizações.
Barulhos.

Casarão onde morava a alegria.
Hoje, a discórdia.
Treva e luz se entrelaçam
Usura e ódio se abraçam.

Silêncio!
Paredes deterioradas coberta de parasitas verdes,
A outra metade abriga morcegos, ratos, escorpiões...

Irmãos, sobrinhos, netos, parentes com esperança
Parede inerte sem lembrança,
Imóvel, só herança.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

CONTROVÉRSIA

            


           O direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito, mas felizmente se encontra somente no papel.
           Vou pedir ao vento que espalhe por todos os lugares o direito do cidadão porque a bandidagem se prolifera e nos mantém refém do pavor, AMARELO de tanto medo, sobretudo, em Palmeira dos Índios, cidade do agreste, pacata e hospitaleira, no Estado de Alagoas.
           Essa situação não é só de Alagoas, são de todas as regiões, é do Brasil.
           E este quadro imortaliza-se na vida do cidadão, o pânico.
        A Carta Magna versa no seu Artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade ” E complementa o inciso XV, artigo: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens".
         Parafraseando, Niemöller, quando eles vieram pelos vizinhos, "eu estava em silêncio porque não era o vizinho, quando eles vieram pelos outros, eu calei porque não era o outro, depois é comigo e ninguém falou", mas eu não sou ninguém, eu sou alguém, cidadã, mulher, mãe, amiga, vizinha... em virtude disto estou a repudiar violência, injustiça, discriminação, preconceito e tantos outros - posso não chegar a lugar nenhum mas vou externar o intrínseco da minha essência, quem sabe quem o ler não fará uma análise, reflexão e veja sob outro prisma.
         Vou usar também um jargão comum: Dizes com quem tu andas e eu te direi quem és, por incrível que pareça tem tudo a ver.
           Quando vamos mudar essa estatística?
           Se mudarmos os políticos sem ética;
           Não adquirirmos bens ilícitos;
           Nem conhecimentos desvirtuados;
           Jamais participar de esquemas para benefícios próprios ou familiares...
           Quando valorizarmos família, fé, caridade, amigos, vizinhos, colegas, princípios e valores;
          Quando não decodificarmos palavras e sim entendê-las e usá-las da melhor maneira, no sentido denotativo, se conotativo, quando hilário.
         Quando acreditarmos que Deus é o princípio e o fim, que sem ele não somos nada.
          Eu Genuzi sou reflexo, porque sou cidadã, sou educadora, sou mãe, e não posso viver em outra dimensão, e sim coerente entre o discurso e a prática.
         Só existe pessoas à margem da lei porque compactuamos com pequenos detalhes, diga-se de passagem, achamos que não é importante, mas faz todo diferencial:
         Exs.: Passar em um sinal vermelho;
        Tirar proveito de uma situação para se beneficiar;
        Comprar objeto sem procedência para se dar bem e...
        Outras coisinhas...
        Mas, a lista se tornaria quilométrica e cansativa, acredito que você analisará, refletirá e acrescentará outros itens e tentará excluir da sua convivência.
       E ratifico o pensamento de Ghandi: "A vida é como um espelho: Se sorrio, o espelho me devolve o sorriso. A atitude que tomo na vida, é a mesma que a vida tomará ante mim."
       Não a violência!
       Sim a vida.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 DE ABRIL DE 2017 – INSIGHT DE RAULZITO...




As inúmeras operações são excelentes. Nada melhor do que uma Taturana, All in, Faro Fino, Carne Fraca, Encruzilhada, Miragem, Mensalão, Satélite, Lava-jato,... E tantas outras que se fosse listar seria uma enciclopédia...
Aff!  Estas   operações  nos dar a sensação de que a vida modifica, os conceitos se renovam,  a História caminha e gente “importante” ainda vai para a cadeia.
As operações  nos lembram a utopia de Ícaro: “que diante do imensidão do eu posso voar, nem sequer imaginou que o sol derreteria as suas asas de cera” — por “asas de cera” se entenderia uma época de operações, crise, terrorismo, guerra, instabilidade e pessoas que se achavam blindadas estão vendo o sol quadrado e se enganaram como o personagem da mitologia.
Hoje as operações são ao vivo e em cores, isto é, on-line, na internet, nos aparelhos eletrônicos e todos os “roubos” estão expostos aos quatro cantos do mundo na velocidade da luz.
Deveria usar corrupção ou roubo?
Vamos esmiuçar: roubo sem dinheiro, sem advogado e sem uma palavra de defesa.
Corrupto? Dinheiro sem limite, advogado que diferencia uma vírgula, um conectivo, uma expressão e justifica o injustificável.
Corrupto?  Ah! Eufemismo para atenuar que os ladrões de gravatas roubaram o povo.
As operações nos permitem enxergar a verdade ou é o contrário de tudo o que dizem os depoentes, testemunhas e réus. Posso até está equivocada, mas a verdade está em tudo o que os políticos negam.
Com o desenrolar temos de tudo — uma exposição de palhaços, de bonecos, de espantalhos, manequins de caras e bocas, falsos testemunhos e a poeira da imoralidade escorrendo pelas brechas da lei.
Tantas operações meu Deus! E elas  me ensinaram que  a corrupção não está escrita na tábua de Moisés.
- Ah! Não se engane porque o oitavo mandamento é um sinônimo da corrupção, que não é divina.
Transcrevo dos escritos  de Boff,  a frase de Lord Acton (1843-1902): ”o poder  tem a tendência a se corromper e o absoluto poder corrompe absolutamente”. E acrescentava: ”meu dogma é a geral maldade dos homens portadores de autoridade; são os que mais se corrompem”.
As operações acabam com os fins justificando os meios e  nos ensinam que ninguém está blindado e que há lados direito e esquerdo.
As operações nos ensinam a junção de marxismo-leninismo.  
Hoje, 28 de abril  não posso deixar de citar o insight  de Raul Seixas que previu “O dia que a Terra parou”.
Voltando à terra.
- Ui! Estou falando coisa com coisa... Faz parte, são tantas informações...
As operações nos ensinam que a revolução do país não pode ser de utopia e nem de falta de respeito ao outro, tem de ter atitude e não de ruptura com os normativos, porque vivemos em regime da democracia.
E agora José? Nossa Drummond tu és sábio!
A greve é um direito do trabalhador, assim está escrito:
Ainda na Carta Magna, Artigo 37, inciso VII –  o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica.
A Constituição garante o direito de greve e o não desconto de salários.
Mas, o direito é perdido quando a greve é declarada ilegal, enquanto isso...
A  Lei Nº 7.783/89 que regulamenta o direito a greve nunca foi editada, nem foi feito um outro normativo voltado aos servidores públicos,    portanto deve ser adotada as regras da greve do regime privado, de acordo com Art. 9, da CF/88.
A  operação Lava Jato e/ou outra qualquer  não me tira o sono, nem da minha família, e nem das pessoas do meu círculo de amizade. E, nós, considerados os “não importantes” que vivemos no anonimato, abruptamente  podemos ir às ruas e fazermos o diferencial. 
Não se engane porque não é  tarefa fácil vencer o sistema, mas o povo junto é  invencível e escreve um novo capítulo que percorre estradas novas e desconhecidas.
Aderir a greve é um ato individual e você decide...
Falando nisso...
- Vamos à paralisação?


Referências:


quarta-feira, 19 de abril de 2017

À TONA




Todos esses malfeitores que trazem à tona
Verdades da politicagem
Eles abrirão

Nós abril.

domingo, 26 de março de 2017

AOS NÃO DECENTES



Eu sou aquela não só de momento
Escreverei poesias maledicentes
Corrupção, engodo, envolvimento...
Verbetes considerados indecentes.

Escrevo mais uma vez, uma poesia
Assuntos iguais ou até divergentes
Assunto que não me causa alegria
Éris, chefe da discórdia e seus agentes.

Curupira pedira que proliferasse com clichê
De centro-oeste, nordeste, norte, sudeste, sul
Jatobá, carnaúba, seringueira, mogno, ipê...
Festival em cores verde, amarela, branca, azul...

Nenhum momento excetua o calar
Sonhe e levante-se do divã,
Porque sua atuação há de se espalhar
E acordar o zagal Tupã.

Será? Sou tipo o Boca do Inferno?
Minha essência predomina o falar?
Escreverei até conceito que e/ou externo
É o que posso fazer para não calar...

Vivo em um mundo de valores
Seguindo mandamento divino,
Preconceitos, conceitos não inovadores
Sem manual, nem destino.

 Metade de nós, perfeita
Repleta de virtude
A outra metade imperfeita
Maldade em plenitude.

Sou resquício da era que não fala
Sabendo da situação do país em tormenta
Que prende, acusa, banaliza, cala,
Chora, lastima e se atormenta.

Sonho e dou asas à fantasia
Um representante honesto,
Incorrupto, sem hipocrisia
E na política experto.

Escolho o político velho, impuro
Cheio de artimanhas e vícios
Escolho o político novo, imaturo
Nas entranhas, cheios de artifícios.

Qualquer verbete faz boca
Enfatiza que todo político é ladrão
Qualquer oportunidade na biboca
Compra sem nota e não perde ocasião.

Sou guardiã de certo preceito
Dona da verdade, cheia de atitude
Na entranha nenhum conceito
Abuso de almas com e, sem virtude.
   
Em cada fresta um olheiro
Que sabe a vida do vizinho
Pesquisa, escuta, espreita ligeiro
Para informar certinho.

Um anjo, um projeto de santo
Verdadeira besta ciranda
Espalhando desencanto
Adeptos de igreja, umbanda...

Quantas falcatruas expostas  no jornal,
Que usam garfos de cinco unhas,
Estampadas propinas, em rede  nacional
Com sobrenomes tradicionais e alcunhas.


Acredito em alienígena
Herdei telhado de palha
Sou de descendência indígena
Portanto não acendo fornalha.

Somos descendentes de Adão
Que comeu a maçã pelo desejo
Enganado por Eva cheia de sedução.
Saúde, segurança, educação... Almejo.

De cada região um representante
Que compõe  qualquer regra, norma ou preceito
E que interpreta palavra dissonante
Nem analisa morfologicamente o conceito.

O tempo passa... Previdência.
Previdência?... Em berço esplêndido.
O que esperar? Divina providência.
Nosso investimento? No paraíso escondido.

Sisudos da tecnologia não têm alegria?
Não sabes tocar, cantar? Então dance...
Sabes sonhar? Transforme em poesia...

Plante uma árvore e faça até um romance.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

ASSOMAR DA RACIONALIZAÇÃO


Racionalização até pode ser uma esperança vã
Olho para o horizonte e acredito no amanhã.

Flutuando em ambientes sem norte
Ninando a racionalização sem suporte.

Racionalização degrau por degrau vou subir...
Galgar qualquer árvore e essa angústia dividir.

Respirando a pureza do agreste.
Oh Deus! A racionalização não é celeste.

Foi depois do PURCRCE... Um plano.
Novo: PCCTAE...  Racionalização... Um engano?

- O que tens a me dizer racionalização?
Desde 2005 vejo a serra do Goiti e sua aflição.

Continuo no páreo, mas, sem aplicação.
Pleno 2017. Que é de racionalização?

- Onde estás que não respondes racionalização?
Nos birôs, nas gavetas, nos arquivos... Sem solução.

- Aonde vais que não respondes racionalização?
Nas asas do vento repleta de charme e sedução

sábado, 28 de janeiro de 2017

EVITE DEIXAR ÁGUA ESTOCADA! PORQUE A RESPONSABILIDADE É SUA... SERÁ?



Certamente ouvimos essas frases várias vezes ao dia porque assistimos às propagandas nos meios de comunicação,  são as expressões do momento:
- Evite deixar água estocada;
- Tampe os tonéis e caixas d'água;
- Mantenha as calhas sempre limpas;
- Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
- Mantenha lixeiras bem tampadas;
- Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
- Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia...
E mais  tome pelo menos dois litros de água por dia.
Após tantas orientações...
Faz-me rir, melhor lamentar, porque há três semanas não chega uma gotícula de água nas torneiras da minha e da casa dos vizinhos. Oh que desespero! O que vou fazer?
Óbvio estocar água. 
E o vizinho?
E o outro vizinho?
E o vizinho do vizinho?
E o outro vizinho do vizinho?...
Precisa falar?
Claro, estocar água.
Para complementar a situação não chove.
Sol inclemente.
Calor intolerante.
Outro problema seriíssimo, como beber dois litros de água, se nem sequer sei a procedência, porque são dias e dias, e aqueles canos sem água.
Eu e muitos do bairro de Palmeira de Fora somos agraciados pelo beijo do mosquito.
- Como estou?
Dores e um panorama sem cores,
Somente muitas dores e muitas sequelas.
Diante do contexto martela na minha mente: Evite água estocada...
Que água? Qual água? Água?
Água.
Vinte e oito de janeiro, será que hoje chegará água? Estou com um balde para pegar na cisterna.
E agora? O tempo está sem sol, nublado e um aspecto de como vai chover.
Olho o horizonte e fico cheia de esperanças.