O segredo de desmascarar
a corrupção é a persistente vigilância.
domingo, 17 de janeiro de 2016
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
EU SOU... O REFLEXO DO SORRISO
Quanto às pessoas são mesquinhas de alma. Pior!
Estou inclusa, mas a vida me oferece oportunidades, portanto, analiso,
reanaliso, invento, reinvento conceitos e preconceitos e me identifico além da
conta com um dos apóstolos que jamais pensou que o negaria. E Cristo disse
antes do galo cantar tu me negarás três vezes, então sempre peço ao nosso pai
misericordioso que não me deixe cair na vaidade de Pedro e errar mais do que
qualquer um outro1.
Quem tem Deus prolifera amor, quem não o tem prolifera a
discórdia entre amigos, entre famílias ou quem estiver ao seu redor, essa
pessoa é o protótipo da maldade.
Deus é paz, é
compartilhar, é dividir o melhor de si.
É aquele ser capaz de relevar os defeitos e exaltar as virtudes.
Deus é o baluarte que fortalece as criaturas repletas de pecado
– eu – E sua misericórdia concede o sustentáculo da fé, eu sou tipo rosas que
perfumam jardim, sou a pessoa que onde estou espalho o bem-estar, o sorriso.
Porque Cristo está comigo, mesmo eu repleta de pecados e todos
os dias sei que peco, mas o Senhor Jesus veio para perdoar e propor o amor.
Analise a essência da
frase: “Amarás o teu próximo como a ti2”
Este é o Deus que eu acredito,
confio, porque “tudo posso naquele que me fortalece”3.
Feliz 2016 aos meus amigos de perto,
de longe, virtual, infância, trabalho... A quem
tive o privilégio de acompanhar alguns passos.
O natal é um renascer para refletir um novo
amor, um novo pensar, um novo olhar, um novo conceito para se tornar melhor. Que 2016 seja repleto: de saúde, paz, dinheiro, amor... E tudo que
almejares.
Eu sou GENUZI. Eu sou o
reflexo do SORRISO.
1 Fragmento de Preconceito ou “Pré-Conceito”
Publicado em http://www.escritoresalagoanos.com.br/texto/6447
2 Mateus 22:39 – “Amarás o teu próximo como a ti”
3 Filipenses 4.13 – “Tudo posso naquele que me fortalece”
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
UM MOSQUITO QUE ME BEIJOU – Crônica Literária
O despertador deu o ar da
graça às 4h15min, acordo meio atordoada e tateando o desligo, e também o
aparelho RESMED. – Tenho apneia – Imediatamente volta a consciência que é hora
de levantar para pegar o ônibus para o trabalho, e que desespero não consigo
mais levantar. Imediatamente vem a mente que minha “mãe dormiu e quando acordou
estava paraplégica em virtude de um AVC”. Tento levantar e mais uma vez não
consegui, minha alma gelou, chamei o meu filhote.
- A senhora me chamou?
- Sim – respondo com uma voz
fraca e trêmula.
- Dengosa? - Ele sorriu alto
e disse levanta é hora, com sua cara risonha de quem tira onda.
Estendeu-me as mãos e com muito esforço
consegui levantar. Vou com passos meio trôpegos ao banheiro, mas não consegui
nem tirar a roupa, nem abrir o chuveiro, como estava o tempo passando ouvi a
voz de meu anjo:
- Precisa de ajuda?
- Sim.
O tempo se
esvai porque vejo o sol invadir o telhado e com muito sacrifício termino o
banho e visto o mínimo de roupa possível e retorno para a cama com a sensação das pernas de elefanta... Vou resumir dói da unha do pé a
mandíbula.
Esqueci-me
a única coisa que eu não sinto doer é a língua. Acredite: “AHAHA”, “KKKK” ou (“rs”).
Neologismo, verbetes, palavras que talvez daqui a mais um século apareça no dicionário
Aurélio Buarque como representação das minhas gargalhadas e de outros.
Por coincidência aquele dia
era 13 de novembro de 2015, sexta-feira.
Um mosquito que me beijou sem permissão. Apaixonou-se. Eis a minha trajetória:
No fim do dia estava quebrada como arroz de quinta e
com meus botões acredito porque moro no Brasil, Nordeste, Alagoas, a cidade que
Graciliano Ramos adotou como sua, porque de nascimento era de Quebrangulo e de
coração Palmeira dos Índios, uma cidade bela que eu amo de paixão e que falta
água desde 2009 com frequência nas quatro estações, acredito que um trabalho
efetivo pode até não ser impossível de realizar, mas vai ser complicado, porque
armazenamos água em caixas e muitas delas sem tampa. Hoje sou uma das vítimas
de uma das doenças do momento: Dengue? Zica? Chikungunya?
Hoje são sete de dezembro de
2015, não sei qual o diagnóstico, sei que até para escrever estou com muita
dificuldade.
- O que sei? Nada. Descrevo os
meus sintomas:
Febre
repentina acima de 39 graus, (um dia) dor de cabeça, dor nos músculos,
dor nos ossos, dor nas articulações, dor nos pés que não consigo subir degraus,
nem calçadas, prostração, fraqueza, câimbras, dormências e inchaço nos tornozelos,
nos braços, tontura, oscilação de pressão e mais quebrei vários copos,
pratos, tigelas e derrubei outros objetos com menos e mais de duzentos gramas.
Após tudo
isso...
Hum! E se
eu encontrar uma cédula de cem reais? Hipótese. Talvez a deixe onde encontrei
porque posso até me agachar... Levantar? Quando eu encontrar sei a resposta.
Não sei
mensurar o tamanho da minha dor, porque o meu sofrimento, às vezes, reflito no
semblante, é invisível aos olhos dos outros.
Estou
ludibriando as dores porque faz parte da vida – como felicidade, sonho,
esperança, amor... Não adianta pegar atalhos, porque ela termina nos abraçando
forte.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
QUEM EU SOU? SOU O QUÊ? SOU, OU?
Sou
heterossexual.
Sou
a essência do bem e também do mal.
Sou
o protótipo da prosápia, indígena...
Eu
penso e ajo como pé de serra.
Sou
o resumo do que leio
Sou
o reflexo do que escrevo
Sou
a síntese do nada e também de tudo,
Repleta
de preconceitos, conceitos,
De
palavras malditas e benditas.
Sou
o reflexo da lua e por que não das estrelas?
Sou
espírito, matéria e odores.
Sou
o brilho das cores.
Sou
fragmento do mar, da terra e dos ares.
Sou
um bocado de ti, dos teus beijos, abraços, corpos...
Sou
a essência, o núcleo, o âmago do profano...
E
muito mais:
Sou
a síntese dos apóstolos de Cristo:
Imperfeita, celeste,
angelical, divina...
Sou
um íon divino e perfeita.
Sedutora,
faceira, guerreira...
Sou
mulher de mil e um sonhos.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
E SE FOSSE DIFERENTE?
Outro dia – acordava, dormia, acordava...
Anteontem – acordava, ria, chorava, acordava...
Um dia subia nas mangueiras, cajueiros brincava, dormia,
acordava... Feliz
Ontem – acordava, trabalhava, sorria, dormia...
Hoje – acordo, estudo, trabalho, corro, sorrio, durmo...
Agora – acordo, estudo, trabalho, corro, sorrio, sonho,
durmo...
Quanta ação, mas preciso retornar a realidade, só tenho
vinte e quatro horas:
Oito para dormir.
Oito para trabalhar.
Oito para minha família, amigos, parentes, “derentes” ...
Eu.
Que controvérsia!
Sem compromisso?
Compromisso?
Um ser omisso?
Sou um ser que “ganha a vida.”
A paixão passou. Nem percebi.
Amigos se distanciaram. Não vi.
Filhos? Cresceram, multiplicaram...
Trabalho? Tipo trator de esteira...
Mais de três décadas. Aposentadoria.
Que é da paixão?
E os amigos?
Aposentada? Inativa, ultrapassada, sem inovação....
E se fosse diferente?
Não seria minha história.
Não seria tua história.
Não seria nossa história.
Todo tempo para rever o tempo passado.
Eis a realidade é tarde demais.
Meus sonhos se esvaíram...
Outros engavetados...
Alguns realizados...
Muitos? Sonhando...
Uns? Não tenho mais tempo.
... Jardim de cravo amarelo.
O que renova meu semblante?
“O reino de Deus é um reino
eterno;
O Seu domínio dura em todas as
gerações”. Sl 145.13
domingo, 1 de novembro de 2015
A LUA DO INFINITO VERMELHA
A lua do infinito vermelha, perfeita
Insinuosamente andou para mim
Como se fosse chegar em um festim
Desfilando sedução sem receita.
Sinto um calafrio na face direita.
Desacelera meu coração, enfim,
Essa lua vermelha apareceu assim...
Fenômeno, fantasia, fetiche à espreita.
Ó belo luar que me encanta e me fascina
Sou eterna sonhadora de aventura
Sedução é um sentimento de minha sina?!.
Desde que em mim brilhaste com brandura
Acordou a paixão que dormia na neblina
Que esquentou o vulcão da minha ossatura.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
EUFEMISMO DO PARTIR - ÀS AVESSAS
Autoras: Genuzi Lima e Ana Roberta Matos
Embora muitos gostem de viajar...
Fazer a grande viagem
Ninguém quer.
Assim como conhecer
A terra dos pés juntos
Ninguém quer.
Por mais ruim que aqui esteja
Ir para um lugar melhor
Ninguém quer.
Ainda que seja elegante usar "black tie"
Abotoar o paletó
Ninguém quer.
Mesmo que esteja cansado,
Esticar a canela,
Ninguém quer.
Embora as botas estejam sujas,
Bater as botas,
Ninguém quer.
Pode até quebrar,
Mas bater a caçoleta
Ninguém quer.
Apesar de a vida estar atribulada
Descansar em paz
Ninguém quer.
Não obstante ter muitos pesadelos
O sono dos justos
Ninguém quer.
Embora muito feliz
Dar o último suspiro
Ninguém quer.
Comprar sua casa? Sim.
Mas no andar de cima
Ninguém quer.
Sonha-se viver em um mundo melhor,
Mas em outro mundo
Ninguém quer.
Mesmo que sinta muito sono,
Fechar os olhos
Ninguém quer.
Quando ir? Até quando ficar?
Única certeza: partir...
Ninguém quer.
Ninguém quer.
Assim como conhecer
A terra dos pés juntos
Ninguém quer.
Por mais ruim que aqui esteja
Ir para um lugar melhor
Ninguém quer.
Ainda que seja elegante usar "black tie"
Abotoar o paletó
Ninguém quer.
Mesmo que esteja cansado,
Esticar a canela,
Ninguém quer.
Embora as botas estejam sujas,
Bater as botas,
Ninguém quer.
Pode até quebrar,
Mas bater a caçoleta
Ninguém quer.
Apesar de a vida estar atribulada
Descansar em paz
Ninguém quer.
Não obstante ter muitos pesadelos
O sono dos justos
Ninguém quer.
Embora muito feliz
Dar o último suspiro
Ninguém quer.
Comprar sua casa? Sim.
Mas no andar de cima
Ninguém quer.
Sonha-se viver em um mundo melhor,
Mas em outro mundo
Ninguém quer.
Mesmo que sinta muito sono,
Fechar os olhos
Ninguém quer.
Quando ir? Até quando ficar?
Única certeza: partir...
Ninguém quer.
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